Quanta mudança alcança o nosso ser? Posso ser assim, daqui a pouco não. Posso ser assim daqui a pouco? Se agregar não é segregar. Se agora for, foi-se a hora. Dispensar não é não pensar. Se saciou, foi-se embora. Quanta mudança, daqui a pouco... Se lembrar não é celebrar. Dura-lhe a dor, quando aflora. Esquecer não é perdoar. Se consagrou, sangra agora. Tempo de dar colo, tempo de decolar. O que há é o que é e o que será, nascerá. Nasss... será? Reciclar a palavra, o telhado e o porão. Reinventar tantas outras notas musicais. Escrever um pretexto, um prefácio, um refrão. Ser essência, muito mais. Ser essência muito mais. A porta aberta, o porto, a casa, o caos, o cais. Se lembrar de celebrar muito mais. A poesia prevalece, a essência, a paz, a ciência. Não acomodar com o que incomoda. Vou, vou engarrafar essa dor, vou engarrafar a saudade, vou me embreagar de tristeza. Bendizendo ela vira beleza. Gentileza gera gentileza...
Há uma alma em mim, há uma calma que não condiz...
Teu sorriso eu vou deixar na estante, pra eu ter um dia melhor...
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar...
Enquanto houver você do outro lado, aqui do outro eu consigo me orientar...
Pra falar verdade, às vezes minto tentando ser metade do inteira que eu sinto pra dizer às vezes que às vezes não digo...
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo (…)
Tem horas que a gente se pergunta por que é que não se junta tudo numa coisa só?!
Todo sopro que apaga uma chama reacende o que for pra ficar...
Metade de mim agora é assim: De um lado a poesia o verbo a saudade; do outro: a luta, a força e a coragem pra chegar no fim e o fim é belo incerto... Depende de como você vê. o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só . . .